Até a década de 70, a maioria dos serviços públicos de saneamento era administrada pelos SAAEs (serviços autônomos de água e esgoto) com apoio técnico e financeiro do Governo Federal. A partir de 1971 são criadas as companhias estaduais que passam a gerir os serviços de água e esgoto através de contratos de concessão na maioria dos municípios brasileiros.
Em Itabuna, a Embasa assumiu a gestão do saneamento até meados de 1989. Diante do início do processo de redemocratização do país, em 1985, as discussões sobre a descentralização dos serviços públicos tornam-se frequentes. Foi assim que, sob a égide da Constituição de 1988, e pela expectativa da população por mais investimentos em saneamento básico, aliada à necessidade de descentralização política, administrativa e técnica dos serviços públicos de saneamento, é que, finalmente, surge a Emasa.
Contudo, passados 25 anos desde a sua fundação, o certo é que a empresa municipal não tem conseguido consolidar, de forma estratégica, gestões de longo prazo. Nesse período, ingerências políticas de toda a sorte e irresponsabilidades administrativas, sem falar da tentativa de privatização pelo então prefeito Fernando Gomes, no final do ano de 1999, fizeram com que a Emasa não conseguisse viabilizar grandes investimentos em infraestrutura de saneamento.
Um dos resultados dessa situação é que as condições de trabalho e as melhorias salariais dos emasianos não avançaram de forma satisfatória. Assim, o nosso desafio é que a Emasa retome a sua capacidade de investimento e de gestão, para que os cidadãos itabunenses possam receber um serviço de melhor qualidade e que os seus funcionários tenham, a cada dia, orgulho de colaborar com uma empresa que os valoriza.
Fica claro, portanto, a necessidade de fortalecimento da Emasa, que passa, inegavelmente, por duas vertentes essenciais. A primeira diz respeito à valorização dos seus trabalhadores, a partir de uma autonomia administrativa onde os cargos gerenciais da empresa sejam ocupados, prioritariamente, pelos funcionários do quadro efetivo, a exemplo do que já é praticado pela Embasa.
Finalmente, é preciso que as finanças da empresa sejam equilibradas. Nesse sentido, o governador eleito, Rui Costa, tem sinalizado para o prefeito de Itabuna, Claudevane Leite, o interesse de ajudar o município.
Em minha opinião, caberia aí encontrar uma alternativa que garanta recursos financeiros e possibilite mais investimento em saneamento básico no município.
domingo, 23 de novembro de 2014
domingo, 16 de novembro de 2014
MAIS SANEAMENTO, MAIS QUALIDADE DE VIDA PARA POPULAÇÃO.
No dia 22 de março de 2014, dia internacional da água, trabalhadores, entidades ligadas a defesa do meio ambiente e populares, realizaram o I Grito da Água de Itabuna, cujo objetivo era chamar atenção das autoridades locais para o estado de degradação do Rio Cachoeira e pedir mais investimentos em esgotamento sanitário no município. Na ocasião, o atual presidente da EMASA, Ricardo Campos, declarou em entrevista cedida a TV Santa Cruz, que o índice de tratamento de esgoto sairia de 14% para 40% já em 2015. Uma meta ambiciosa . Atualmente a cidade coleta apenas 70% dos esgotos domésticos, o que evidencia que 30% dos domicílios ainda não conta com acesso a rede de esgoto. Especialistas apontam que, a cada 1 real investido em saneamento, economiza-se quatro reais em custos com saúde. No mundo, todos anos, 1,9 milhão de mortes infantis são causadas por diarreias, segundo dados apresentados pelo Professor da universidade Federal de Minas Gerais, Léo Heller.
ÉRICK
MAIA
Coordenador
do Grito da Água de Itabuna
domingo, 28 de setembro de 2014
domingo, 5 de abril de 2009
RECUPERAR A FAMILIA ATRAVÉS DO ESTUDANTE
Em minhas caminhadas quando estava candidato a vice prefeito em 2008 em Itabuna, pude notar o estado de desestruturação que se encontram muitas famílias na nossa cidade. Vivendo em habitações muito precárias, com falta de alimentação decente, desempregados e muitas vezes analfabetos, vítimas de alcoolismo ou drogas.
Então pensei... como poderemos melhorar o desempenho da educação em nosso município, já que a participação da família é de extrema importância para o desenvolvimento das crianças e jovens? Pois uma criança mal alimentada que sofre agressões dos pais, que não tem ajuda em casa para fazer as tarefas da escola e que recebe toda carga a negativa de um lar desestruturado, certamente não terá condições psicológicas razoáveis para se desenvolver perfeitamente enquanto cidadão e estudante.
Então pensei... como poderemos melhorar o desempenho da educação em nosso município, já que a participação da família é de extrema importância para o desenvolvimento das crianças e jovens? Pois uma criança mal alimentada que sofre agressões dos pais, que não tem ajuda em casa para fazer as tarefas da escola e que recebe toda carga a negativa de um lar desestruturado, certamente não terá condições psicológicas razoáveis para se desenvolver perfeitamente enquanto cidadão e estudante.
Compreendi que se não formos capazes de melhorar as condições dos lares da nossa cidade, não adiantará investirmos milhões em educação. O investimento na educação tem que começar a partir do investimento na família. E isso não seria humanamente impossível, bastaria que as secretarias municipais: desenvolvimento social, saúde, indústria e comércio, cultura e educação, criassem um projeto em comum, onde cada um faria sua parte para tentar melhorar as condições de vida dessas pessoas a partir de um trabalho completo de recuperação de estruturas mínimas nos lares mais problemáticos.
A partir do aluno matriculado a secretaria de desenvolvimento social seria acionada e uma assistente social acompanharia a vida dos alunos, primeiramente fazendo uma análise das condições habitacionais, alimentares, saúde (dependência química), formação educacional e profissional dos pais. Depois, com base nesses dados, seriam criados programas que encaminhariam essas pessoas para resolução dos seus problemas mais urgentes. É a maneira mais correta de ajudar os cidadãos mais carentes, porque não criaria um vínculo de dependência devido a possibilidade recuperar a auto-estima dos pais e ajudá-los a se profissionalizarem e fazerem coisas produtivas, e o que é mais importante, trazer a responsabilidade para o município de cuidar das nossas crianças.
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